Os cabeças


Edson. Paulistano. Pensador. Tem filhos, mas nunca escreveu um livro, nem plantou uma árvore. Sabe como é... fazer filho é mais fácil.

Bruna. Mineira, uai! Extremamente detalhista. Que adora exercícios aeróbicos, principalmente se for para assistir pela televisão, deitada no sofá e comendo pão de queijo.



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O que é isto?




Zona de Conforto


É incrível como algumas pessoas se mostram extremamente resistentes às mudanças. Ontem lendo à uma reportagem do jornal O Estado de São Paulo sobre a guerra dos browsers (navegadores), fiquei refletindo algumas situações em que já vivenciei. A reportagem cita o fato da Microsoft ter se acomodado logo após o lançamento do internet explorer 6.0, praticamente entrando num período de hibernação, passando a frequentar a famosa "zona de conforto", abrindo espaço para que novos concorrentes trabalhassem seus produtos de modo a suplantar a ferramenta da Microsoft. Com o lançamento do Firefox da fundação Mozila, Bill Gates e Steve Ballmer perceberam que haviam perdido aquilo que eles tinham de melhor, ou seja o ímpeto de estar sempre à frente dos concorrentes, a vontade de estar sempre inovando. Essa brincadeira além de custar muitas dores de cabeça e muito dinheiro, certamente trouxe o amargo sabor da perda repentina de 10% do mercado de navegadores. E o pior de tudo: para um navegador que é baixado na internet e de forma gratuita! Como dizem os especialistas “para toda ação há uma reação” e nesse caso a reação já aconteceu e tem o nome de internet explorer 7.0, que para quem já baixou, pode notar que trata-se de um produto com as cores da Microsoft e com o “jeitão” do Firefox. Este é um case que envolve milhões de dólares e grandes interesses comerciais. O meu grande questionamento refere-se à pessoas, ou seja, porque será que certas pessoas acostumam-se com a mesmice do dia-a-dia e tornam-se tão resistentes as mudanças? Porque será que novos desafios assustam tanto as pessoas que as vezes fazem com que as mesmas sintam a “dor” da mudança. A dor de ter que mudar “algo que se faz à muito tempo da mesma maneira e sempre deu certo”. Analisando algumas histórias que já vivenciei, posso garantir que na grande maioria das vezes as pessoas que eram tão resistentes quando obrigadas a assumirem novos desafios, se superaram e fizeram muito melhor aquilo que já faziam, e mesmo assim ficavam incrédulas quando percebiam o resultado. A resistência à mudança é algo que atrapalha em todos os sentidos, seja na vida pessoal ou na vida profissional. Acreditar no nosso potencial e na nossa capacidade de adaptar-se às mudanças é algo que se faz necessário para podermos vencer dentro de um mundo tão competitivo. Acredite no seu potencial, quebre as barreiras e acabe com os paradigmas, e lembre-se que tudo que é possível um dia já foi impossível!

 

Escrito por Edson

Ouvindo: Echo & The Bunnymen - Bring on the dancing horses


Postado em 31/10/2006 às 22h30
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Começar de novo, e de novo, e de novo...


Saldo da semana anterior:
(-) Não dei muita sorte no oftalmologista
(+) Trabalhei muito
(-) Não fiz nenhum exercício físico
(-) Estudei pouco
(+) Viajei pra ver a família
(+) Minha avó está muito bem de saúde
(+) Dormi e descansei no fim de semana

Previsão de saldo da semana que está começando:
(-) Continuamos com o mesmo presidente
(+) Feriado a vista
(+) Muito trabalho a vista
(+) Muita coisa pra estudar
(-) Horário de verão no sábado

Saldo positivo!

Os dias são sempre os mesmos, o que muda é a nossa maneira de olhá-los.
E sempre podemos começar diferente, se temos a oportunidade de começar.
Boa semana a todos!

Escrito por Bruna
Ouvindo Misunderstood - Robbie Williams


Postado em 30/10/2006 às 17h54
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A Polícia e os Lamborghinis


Essa semana durante a salão do automóvel em São Paulo, ocorreu um fato que podemos considerar no mínimo desastroso e insensato. No terceiro dia de evento fiquei estarrecido ao ver em algum telejornal que não me recordo agora, a notícia de que a polícia federal havia feito uma apreensão dos veículos da marca Lamborghini, pois os mesmos estavam irregulares no país. A cena que assisti chegava a ser absurda pois os veículos eram retirados dos stands e eram conduzidos por policiais para o prédio da polícia federal. No momento que vi aquilo algumas questões me vieram a mente: -Como os veículos entraram no país e quem é que fez vistas grossas para a entrada dos mesmos? (quem libera a entrada, quem verifica os impostos, quem fiscaliza?). –Porque esperaram o evento iniciar para fazerem a apreensão? (esqueceram que as pessoas pagam para entrar no evento?) –Porque não notificaram o expositor e esperaram o final do evento para apreenderem, sendo que no dia seguinte liberaram os veículos devido uma liminar? (será que houve excesso?). O fato é que a polícia no mínimo agiu de forma precipitada e equivocada, pois além das pessoas pagarem para ver os veículos, a mídia internacional, que cobria o evento, notíciou de forma contundente o fato, repercutindo no mundo todos e arranhando ainda mais a imagem do nosso País, reforçando a imagem de um país corrupto e sem leis. Não estou defendendo um importador que não cumpre as leis, que engana as autoridades informando fins diferentes dos reais para os veículos (os mesmo entraram somente para exposição, sem fins comerciais) e tão pouco paga seus impostos. Estou defendendo o direito do País de não ter a imagem desgastada no exterior com atitudes impensadas e mal elaboradas, estou notificando que se os veículos entraram foi porque alguém deixou, e esse alguém provavelmente é integrante da mesma polícia que fez a apreensão, portanto não adiantaria apreender somente os veículos, pois o problema vai persistir ou será que a polícia acredita em estória da carochinha e por algum momento acreditou na declaração do importador? A impunidade e a educação são os grandes problemas hoje no nosso País. Mas eu tenho fé, e se Deus quiser isso um dia ainda vai mudar!

 

Escrito por Edson

Ouvindo:Bob Marley - Is This Love


Postado em 29/10/2006 às 15h57
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Reciprocidade


Tenho muitos defeitos, mas um dos maiores, o que eu acho mais mesquinho, é esperar reciprocidade das pessoas. Sempre que digo que gosto de alguém, espero ouvir de volta que aquela pessoa gosta de mim. Sempre que eu fico com raiva, espero que alguém tome minhas dores e fique com raiva junto comigo. Sempre que fico feliz, quero que alguém fique feliz por mim, do mesmo jeito que eu ficaria, se fosse o contrário. E por aí vai.

Sofri muita rejeição imaginária por causa deste meu defeito, mas felizmente cresci e criei um certo controle sobre ele. Tive que aprender que a reciprocidade nem sempre vem do jeito que a gente quer, mas do jeito que o outro pode oferecer. E até perceber que o jeito do outro pode ser "o nada" comparado ao seu jeito, fiquei muito decepcionada com o ser humano e seu individualismo... risos...

Hoje, almoçando com uma amiga, percebi o quanto ela estava decepcionada com a falta de reciprocidade das pessoas. Ela me disse uma verdade: reciprocidade hoje está muito difícil. E por mais que eu quisesse falar pra ela que as pessoas são assim mesmo, não consegui, fui solidária a sua dor e simplesmente ouvi o que ela estava sentindo.

Realmente. Hoje em dia é muito difícil encontrar alguém que "compre" o que você está sentindo. Ou que, pelo menos, aceite de coração aberto, cada neurose sua que está por vir.


Escrito por Bruna

Postado em 27/10/2006 às 17h45
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Mulheres e roupas


Uma coisa que eu sempre quis entender e nunca consegui foi o fascínio que as roupas exercem sobre as mulheres. A cena é invitável ao entrarmos num shopping center, logo nos deparamos com centenas de mulheres paralisadas diante das vitrines, todas praticamente em estado de extase, algo como se as roupas estivessem hipnotizando-as. Outra situação bem típica é quando nos deparamos com um armário feminino, logo pensamos: -Meu Deus, para que tantas roupas, tantos sapatos e tantos cintos? Pois a resposta delas é sempre rápida e direta: -Nossa, eu estou com tão poucas roupas, estou precisando comprar umas sandalinhas, umas blusinhas e por aí à fora. Talvez esse tipo de situação devesse ser tratada pela medicina ou no mínimo pela psicologia. Vou tentar dar um pequeno exemplo matemático do que é que estamos "hablando": Se utilizarmos um cálculo de combinação fatorial para uma mulher que possui 10 sapatos e 10 roupas (camisas e calças) diferentes, chegaremos a seguinte conclusão: 10! = 3.628.800, ou seja, ela vai poder fazer três milhões, seiscentos e vinte oito mil e oitocentas COBINAÇÕES DIFERENTES!!! E elas ainda dizem que estão sem roupas? 

 

Escrito por Edson


Postado em 26/10/2006 às 22h25
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De cara limpa...


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Meu sócio-amigo-e-cronista-favorito Edson, quando questionado pelo seu constante bom humor matinal, escreveu:

"Para ser feliz precisamos estar de cara limpa, sem nada para atrapalhar nossos 'pensamentos'. É assim, problemas, todos nós enfrentamos no dia-a-dia, problemas financeiros, familiares, escolares, doenças, discussões, enfim, os mais diversos possíveis. No entanto, eu acredito que, tentar 'transferir' o meu baixo astral ou mesmo dividir o meu mau humor matinal com as pessoas não vai agregar em nada, muito pelo contrário, só vai criar um clima de tristeza. (...) Com os amigos eu prefiro dividir alegrias, sorrisos e muitas felicidades!.... Não existe nada melhor (mesmo quando estamos pra baixo) do que sermos recebidos com um abraço, com um sorriso, ou com um gesto carinhoso, portanto é isso que eu 'tento' dividir com vocês, ALEGRIA. As tristezas eu fico para mim."

Quando terminei de ler, percebi o quanto isso é verdadeiro. Não há nada melhor do que ser recepcionado com alegria. Não há nada melhor do que a animação de alguém que está perto de você, dá uma injeção de ânimo pra seguir adiante.

Uma vez, li em um texto da Ailin Aleixo que "a vida nos pareceria subitamente maravilhosa se estivéssemos ameaçados de morrer – então declararíamos nosso amor, viajaríamos à Índia, realizaríamos nossos sonhos. E caso o cataclismo não acontecesse, voltaríamos ao cotidiano, no qual a negligência supera o desejo".

Assustador pensar que a negligência supera o desejo, mas é muito verdade também. Nossa constante insatisfação, em vez de servir de impulso para nos levar a algum lugar melhor, vira uma âncora, nos deixando presos no mesmo lugar. E então sucumbimos à preguiça. Passamos a achar que o normal é estarmos mais ou menos felizes (não estamos completamente felizes, mas por que razão haveríamos de ficar tristes?).

O fato é que sempre vai existir alguém que vai querer nos fazer chorar, e "algo sempre vai nos faltar – o que chamamos de Deus, o que chamamos de amor, saúde, trabalho, dinheiro, esperança ou paz. Para seu próprio bem, guarde esse recado: alguma coisa sempre faz falta. Guarde sem dor, embora doa, e em segredo." (Caio Fernando Abreu)


ps. Tirinhas do Garfield? Aqui: http://www.tirinhas.com/garfield/

Escrito por Bruna

Postado em às 16h34
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Seja criativo e viva mais feliz!


Outro dia, participando de uma aula, fiz uma reflexão intensa sobre o tema desse post: CRIATIVIDADE. O tempo todo fiquei me perguntando porque fulano é tão criativo, porque beltrano é tão criativo, enfim, tentando entender porque certas pessoas tem uma facilidade tão grande em criar, diferentemente da grande maioria das pessoas. É claro que não precisei de muito tempo para perceber que as pessoas mais criativas são justamente aquelas que não tem medo de errar, que não se acanham em tentar e principalmente nunca desistem de fazer algo, mesmo que aquilo possa ser considerado absurdo. Nosso cérebro funciona como uma criança, ele vem uma vez e pergunta:  - Posso fazer isso? – Não!, depois de algum tempo ele volta a carga com a mesma pergunta: -Posso fazer isso? – Não!, e assim sucessivamente, até que após diversas tentativas ele percebe que isso “não é padrão”, que isso “não é comum” e passa a nem tentar, ou melhor excluímos a menor tentativa por achar que é algo absurdo, não devendo se quer ser mencionado para não se expor ao ridículo. É justamente nesse momento que criamos nossa maior barreira, que são os benditos paradigmas. Para criar é necessário não ter medo de errar, não ter medo de se expor, não ter medo de achar que vamos virar alvo de brincadeiras ou de sarrinhos. Criar é algo maravilhoso e que todos temos além da capacidade, o direito! Por pior que possa parecer a sua idéia, nunca deixe de apresenta-la, lembre-se que as grandes invenções normalmente passaram longe do chamado padrão convencional, o que prova que para ser criativo não pode haver barreiras. Seja criativo e seja mais feliz!

 

Escrito por Edson


Postado em 24/10/2006 às 19h23
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Assuntos diversos que estive pensando em postar


1. Vi um outdoor da Telemig Celular que dizia: "Mensagens a cobrar no celular, mais uma novidade que só a telemig celular oferece pra você."

Comequié??? Mensagem de celular a cobrar??? Qual o verdadeiro sentido disso???  Se é uma emergência, o melhor é ligar a cobrar, já que vai ser a cobrar mesmo, né não??? Ainda bem que não sou cliente da telemig celular.

2. Fui arrumar a minha unha hoje com uma nova manicure, num novo salão. Estou desconfiada que ela não esterelizou o alicate, apesar de eu ter perguntado e ela respondido que sim. Não gostei de nada, nem da cutícula tirada, nem do jeito que ela passou o esmalte, nem do resultado final. Não gostei do estilo dela, sempre conversando no celular resolvendo problemas de casa. Mas pelo menos o toque do celular dela é a música da abertura do seriado Smallville. Nem tudo está perdido! :-)

3. Na vitrine eles pareciam tão apaixonados, e quando os vi achei que já haviam me pertencido numa outra encarnação. Lindos, alegres, olhando pra mim. Por que as mulheres gostam de sapato? E por que os malditos sapatos não gostam das mulheres?

4. Estou tão amarga hoje, né? risos...


Escrito por Bruna

Postado em às 16h26
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De perto, somos normais demais.



Cada amor, quando começa, é uma aventura. Não porque encontra-se um novo parceiro, mas porque, ao apaixonar-se novamente, descobre-se (ou inventa-se) uma nova pessoa, uma pessoa que quer esquecer o passado e começar de novo, como se fosse a primeira vez.

Por que queremos esquecer o passado que nos machucou? Por que temos a necessidade de idealizar, num simples trocar de olhares, uma nova história? Por que esperamos por um encontro mágico para mudar a nossa vida? Por que temos esperança de que, este encontro mágico, é o que vai fazer a história dar certo? E, por fim, por que, no meio de uma história amorosa que funciona, um outro encontro, pode levar alguém a trocar a intimidade de um casal companheiro por uma visão?

Estas foram algumas (das muitas) perguntas que eu me fiz ao assistir novamente o filme "Closer - Perto Demais". Excelente filme, por sinal. Ele é uma demonstração tocante de nossas impotências e incompetências sentimentais. Demonstra que, por mais que estejamos apaixonados, felizes, realizados, sempre damos um jeito de acabar com tudo.

Será que temos necessidade de sempre estar reinventando o desconhecido? Será que, na medida que você vai descobrindo a realidade do seu parceiro (a), lidar com aquela situação é insuportável? Mas, se mantiver o outro a distância, estará renunciando aos prazeres de amor, companheirismo, cumplicidade, convivência?

Alguém que se apaixona por outra pessoa porque, ele se queixa, sua parceira precisa dele. É aquela coisa: seu amor me exige demais, você me sufoca, me prende. Isso, é claro, é um jeito de dizer: com você sou sempre o mesmo. Também é uma projeção: separo-me porque não agüento minha própria dependência de você. Visto que me detesto por estar a fim de lhe pedir amor a cada minuto, acho intolerável que você me peça.

Já concordei com Caetano Veloso quando ele disse que "de perto ninguém é normal". Mas depois de assistir "Closer - Perto Demais", de Mike Nichols, estou pensando diferente: de perto, somos normais demais.


Maiores detalhes:
- Sobre o filme: http://www.sonypictures.com.br/hotsites/cinema/272/
- Fotos: http://www.cinemaemcena.com.br/multi_fotos_filme.asp?cod=2264
- Música (maravilhosa): http://www.warnerbrosrecords.com/damienrice/


ps.: O post está confuso, eu sei, mas ele representa totalmente como eu estou me sentindo... risos... dêem um desconto, pelo menos, pela hora que estou escrevendo, ok? hehehe

Escrito por Bruna


Postado em 22/10/2006 às 03h27
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Quanto Riso, Oh Quanta Alegria!


Na quarta-feira estive visitando um amigo que tem uma distribuidora de produtos não perecíveis. Ao chegar ao local fui informado por um irmão desse meu amigo que o mesmo estava recebendo a visita de um fiscal da saúde e que o mesmo havia pedido para que eu aguardasse alguns instantes. É óbvio que fiquei aguardando e lentamente passei a observar o que acontecia durante aqueles minutos. Para ilustrar um pouco mais esse relato, vale a pena ressaltar que essa distribuidora é uma empresa de pequeno porte e que emprega aproximadamente 20 pessoas. Todos devidamente registrados, recebendo salários em dia e com os impostos sendo recolhidos como manda a lei.
Percebi a aproximação desse meu amigo em companhia de um senhor baixinho e de cabelos brancos, aparentando uns 50 e poucos anos, junto à eles uma senhora que durante o tempo todo esteve falando ao celular. Passaram por mim, cumprimentando-me e continuaram a caminhar, foram ao pátio, entraram nos banheiros, foram para o vestiário e por fim ao refeitório. Fiquei observando o semblante desse amigo que a cada minuto deixava transparecer mais e mais um certo ar de desconforto, permanecendo calado o tempo todo e apenas por algumas vezes sinalizando com a cabeça em movimentos de sim e não.Depois de algum tempo, percebi que meu amigo falou algo para eles e todos deslocaram-se para o escritório. Fecharam a porta e logo em seguida saíram, cochichando, sorrindo, enquanto esse amigo continuava sentado à sua mesa e transmitindo um certo ar de “Vá com....... Deus”. Enquanto isso as duas figuras continuavam a caminhar em passos lentos em direção à portaria. É claro que a pergunta foi inevitável de minha parte ao entrar na sala dele:
- E aí? Morderam?
- Olha, eu acho que nem notificado seria, porém minha paciência esgotou-se ao perceber o desespero deles em encontrarem algo para iniciarem uma "barganha". Resolvi encurtar esse sofrimento. Que eles façam bom uso do dinheiro, aliás, cheque!!
- Cheque?... rs... que merda hein!


Escrito por Edson

Postado em 20/10/2006 às 18h37
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Contas


Umas das melhores coisas da vida, na minha opinião, seria não ter que pagar contas.

Eu aguentaria sofrer por amor (ou pela falta dele), e aguentaria ficar 10 dias sem assistir TV. Aguentaria ouvir funk durante 2 dias, acorrentada e com uma goteira de água suja pingando sem parar na minha testa. Aguentaria machucar gravemente os joelhos, ou ter outra pedra no rim (1 só), ou quebrar os dois braços de uma só vez. E, juro, aguentaria (inconformada, mas aguentaria) ser uma completa azarada infeliz, mas, se eu não tivesse contas pra pagar, parte de mim ainda teria um motivo para sorrir.

Coisa estúpida esta de ser adulta. Ninguém me explicou que seria assim. Ninguém deixou claro pra mim quanto isso ia me custar (não estou falando só de dinheiro). Eu deveria ter prestado mais atenção nas letras miúdas antes de assinar o "contrato de responsabilidade para torna-se um adulto". Deveria ter implorado um pouco mais de colo. Deveria ter até tentado um drama ou coisa do gênero, mas não, não fiz nada disso e agora estou aqui, pagando o preço.

HUMPF!


Escrito por Bruna

Postado em 19/10/2006 às 18h17
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Diversão for men!


Estamos às vesperas de 2 grandes eventos na cidade de São Paulo, o primeiro é o Salão do automóvel, reduto extremamente masculino e ao qual podemos destacar alguns grandes motivos para visitarmos: o primeiro é o fato do Salão apresentar as grandes novidades automobilísticas para os próximos anos, sendo que que boa parte constitui-se de sonhos que são materializados e praticamente  inatingíveis para grande parte do público que visita, sem contar as beldades que ficam ao lado dos veículos fazendo o público masculino literalmente babar. O segundo grande evento em destaque é a chamada finalíssima da F1, onde os dois principais pilotos da atualidade fazem uma prova para definirem o campeonato (se é que já não está definido). Nesse caso vale lembrar que o “Alemão” só será campeão se o adversário (Alonso) não ficar entre os 8 primeiros e ainda sim o alemão necessita chegar em primeiro, ou seja, se isso acontecer estará mais que provado que além de habilidoso o alemão é muito sortudo!
Bom, falei sobre os 2 principais eventos e isso reflete em hoteis lotados, muita bebida e muita agitação, porém tudo isso tambem aquece um outro mercado, principalmente se lembrarmos que o público para esse tipo de evento é composto em sua grande maioria por homens!

Qual seria o outro mercado que ficaria extremamente aquecido e principalmente inflacionado durante esse período? Pois é exatamente isso que você está pensando, o mercado da diversão noturna, ou se preferir “O Parque de Diversões de Adultos”. Se voltarmos um pouco a nossa memória certamente  vamos nos lembrar do então prefeito José Serra fechando alguns estabelecimentos do ramo em função de alguns out-doors que foram instalados nas principais avenidas da cidade nos dias que antecederam o grande premio de fórmula 1 de 2005. Nessa época o movimento das casas noturnas aumenta absurdamente em função dos turistas que se instalam na cidade  e os preços atingem valores estratosféricos, ou seja, é a leia da oferta e da procura!
Mercadológicamente falando eu diria que é tudo uma questão de: público interessado X oportunidade de mercado
Para quem vai aos eventos: Boa feira, boa corrida ou boa diversão!

 

Escrito por Edson


Postado em 17/10/2006 às 22h18
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Assista aos canais abertos americanos, legalmente, pela web.


Li no Bruno Motta (http://brunomotta.zip.net/), que leu na Carina (http://zapeatrix.blig.ig.com.br/), que leu sei lá onde... risos... e resolvi contar pra vocês também!

Utilizando o programa TVUPlayer (www.viidoo.com), você poderá assistir, ao vivo, com imagem e som perfeitos, a todos os canais abertos americanos: CBS, NBC, ABC, Fox, Comedy Central, Cartoon Network, Disney e mais uma centena de outras opções.

Se você possui uma conexão razoável vai ficar boquiaberto ao descobrir que este programinha é ridiculamente pequeno e muito prático. E o melhor: como os canais são abertos, é totalmente legal (juridicamente falando... risos...).

Chega de esperar para assistir Lost, CSI, House e demais seriados! E ainda teremos ao David Letterman, à Oprah e ao Jay Leno, sem os meses de atraso... Sem contar os programas que não chegaram e talvez nem venham para o Brasil, como os talk-show de Megan Mulally (a Karen de Will and Gracie) e de Ellen DeGeneres.

O Bruno, com sua empolgação, até fez uma grade de horários, com os destaques de cada emissora e já no horário do BRASIL, neste link: http://www.brunomota.blogger.com.br/ .

Ahhh! Só uma pequena observação: este produto é contra-indicado para pessoas suscetíveis à vícios... risos... pessoas assim, como eu...


Escrito por Bruna

Postado em 16/10/2006 às 15h54
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O Domingo


Domingo é um dia engraçado, é dia de acordar tarde, dia de ressaca, dia de ler jornal (que vem mais classificado do que notícia), dia de cumprimentar o vizinho, dia de lavar o carro, dia de arrumar aquele vazamento que incomodou a semana inteira, dia de fazer manutenção no computador, dia de macarrão com frango, dia futebol na TV, dia de deitar no sofá, dia de assistir ao Fantástico, falando nisso começou a tocar a musica de abertura do Fantástico, sinal que o Domingo já está acabando!


Escrito por Edson

Postado em 15/10/2006 às 22h03
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27ª Bienal Internacional de São Paulo

Como não poderia deixar de ser, o meu primeiro post oficial vai ser um post "cabeça", com uma dica cultural.

Acontece em São Paulo, até dia 17 de dezembro, a 27ª Bienal Internacional, no parque Ibirapuera, zona sul. O tema deste ano é "Como Viver Junto" com obras de conteúdo fortemente político, experiências comunitárias e recortes antropológicos. O projeto arquitetônico abre para o público a entrada original do pavilhão de Oscar Niemeyer.

Segundo a psicóloga social Ana Bock, embora a tendência seja das pessoas se agruparem em moradias coletivas, como edifícios e condomínios, a valorização do individualismo e da privacidade cresce na mesma medida. A grande dificuldade de viver junto, inclusive, nasce desta contradição.

Na minha opinião, viver junto envolve muito mais do que compartilhar o banheiro com alguém ou dividir a mesma cama, envolve aguentar o vizinho que deixa o corredor esfumaçado e com cheiro de cigarros. Envolve sorrir perante o mau-humor do jornaleiro, fingir-se de surdo perante falta de educação da moça da padaria porque você não tem trocado, e, até mesmo, agradecer ao motorista do ônibus que arranca sem você ter acabado de entrar...

Conviver é uma arte, eu diria! E requer muito mais que educação e paciência. Como será que a gente consegue, não é mesmo??


Escrito por Bruna
(maiores informações sobre a bienal no site: http://diversao.uol.com.br/27bienal/)

Postado em às 20h18
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Esperteza


Convidar a Bruna para dividir esse espaço foi algo extremamente covarde de minha parte. Quando tive a idéia de abrir um novo espaço, logo pensei que poderia dividi-lo com outra pessoa, porém torna-se extremamente difícil dividir esse espaço com alguém que não compartilhe de idéias e pensamentos na mesma linha em que você.

Precisava de alguém com boas idéias e com um senso de humor bem acima da média, óbviamente tive que pensar nas pessoas mais próximas e que se enquadravam dentro desse perfil. Porém, nesse busca algo me incomodava e muito, era justamente quando eu refletia que todo bom humor e todas boas idéias com o passar do tempo vão se esgotando e logo esse espaço torna-se chato e enfadonho.  Mas nem tudo estava perdido, foi quando pensei na minha amiga Bruna. Logo tive a sensação que ela seria a pessoa ideal, mineirinha, quietinha, inteligente e com uma cabeça que da gosto! (sem fazer alusões ao tamanho desproporcional que ela possui), aquilo é praticamente uma fonte inesgotável de idéias, projetos e muito bom humor!. Portanto considero que além de esperto, fui ardiloso, trazendo para dividir esse espaço a minha amiga e sócia Bruna. No post anterior, feito por ela, tem uma breve e realista descrição dos nossos perfis.

A partir de agora é pra Valer!


Escrito por Edson

Postado em 14/10/2006 às 18h13
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Os cabeças


Foi um convite. E eu disse 'sim'. Mesmo sem saber direito do que se tratava, sabia que ia ser, no mínimo, divertido. Amizade tem destas coisas.

Eu, analista de sistemas, técnica, lógica, matemática. Ele, administrador, humano, racional, matemático. (No fim sempre somos matemáticos.) Eu, um pouco machista. Ele, nada feminista. Eu, acelerada. Ele, 220 V. Eu, aspirante a me descobrir. Ele, aspirante a descobrir o mundo. Eu, cabeçuda. Ele, possuidor da maior caixa craniana já encontrada...

O blog??? Bom... isso, só o tempo dirá.


"A vida é como uma caixa de bombons... você nunca sabe o que vai encontrar."
(Forrest Gump)



Escrito por Bruna

Postado em às 00h09
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